Cinquenta anos depois, o Brasil ainda precisa da bossa-nova?

Agosto 4, 2008 by RauL

Cinquenta anos de bossa-nova… já faz muito tempo que o estilo musical criado pela alta sociedade carioca vem insistindo em continuar vivo, e o pior de tudo, em auto-proclamar-se representante do Brasil mundo afora, talvez junto com o tropicalismo…

Eu sempre defendi muito os movimentos artisticos populares, mas é preciso enfatizar que a bossa-nova nunca foi popular, sempre foi um produto intelectualizado pela alta sociedade brasileira, cuja intenção nunca foi mostrar o que eles estavam sentindo, mas sim mostrar os malditos acordes que eles usavam, a precupação com as melodias vocais.

Outra das principais caracteristicas da bossa nova é não suar. Imagine um músico que vai se esforçar para não suar, ter que tomar soro e vento fresco.

A música popular antes da bossa-nova foi uma época de ouro na nossa cultura, artistas como Ismael Silva, Noel Rosa, Elizeth Cardoso, Jacob do Bandolim, vários nomes que são importantíssimos na nossa história.

Detalhe que com a chegada da bossa-nova, e mais tarde do tropicalismo, a classe média brasileira acabou com tudo isso, samba virou música para os brancos da classe média, todos embevencidos pela pobreza, com uísque na mão falando que a favela é bonita, a mulata é linda, a umbanda é o que há. Nada mais hipócrita.

Dessa época, destaco Tom Jobim, que foi um grande compositor, mas ouvindo os artistas que serviram de inspiração para o músico (como por exemplo Debussy e Gershwin), vemos que eles não tem aquela auto-piedade embutida, tão característica da música brasileira, eles tem atitude pró-ativa, coisa que a bossa-nova definitivamente não tem.

E hoje, cinquenta anos depois da bossa-nova, vemos uma onda retrô surgindo, jovens escutando bossa com música eletrônica, idolatrando João Gilberto, como se ele fosse algo progressivo na nossa história, não há como negar que o cara toca violão muito bem, mas o própio João Gilberto faz questão de se considerar inatingível, dizendo que jamais irão conseguir fazer o que ele fez, então pra quê ficar empatando as coisas? Morre e vira um Mito logo!

A mpb hoje é decadente por causa desse tipo de pensamento, a nova geração da música brasileira nada mais é do que uma sombra do que foi a outra, não tem revolução, não tem rebeldia. É o filho do fulano, é o filho do beltrano, uma espécie de capitania hereditária musical. E todos com ares de salvadores da cultura nacional, o que é o grande retrocesso.

São todos uns testemunhas de jeová, atendendo às expectativas, seguindo a cartilha e ficando nisso. Ninguém caiu na real de que é preciso trair a expectativa para crescer. Ficando nessa de público universitário, intelectual, alta sociedade, tão fudidos, porque não proporcionam nada realmente novo.

Quando insisto em citar Sepultura, Cansei de Ser Sexy e outros nomes da música brasileira, vale lembrar que não são comparações estéticas, faço isso pra mostrar o que é falso e o que é verdadeiro.

Carmen Miranda até hoje é um ícone brasileiro no exterior, mas era fake, coisa totalmente fabricada pelos estadunidenses, para que o Brasil tivesse outro tipo de imagem enquanto o couro comia já solto por aqui.

Uso esses exemplos porque são artistas que se propuseram a trair a expectativa e meter a cara num som que não é lá muito comum por aqui, se fazem um som voltado pro mercado lá fora consumir, aí já é outra discussão.

Como diria Lobão, essa casta da música popular brasileira, bossa-novista, tropicalista, todos precisam de paudurescência para mudar algo, pois não passam de uns bundões.

O Dilema do Pirata ..

Julho 15, 2008 by RauL

A pirataria na internet não representa uma derrocada do capitalismo, mas sua salvação. É uma afirmação que no mínimo soa estranho, basta ver a guerra que alguns cantores/bandas e gravadoras travam contra os milhares de programas e usuários que compartilham mp3 na internet.

Não falta pouco para que talvez  essa idéia se concretize de fato na nossa realidade, basta apenas que os grandes empresários da música se adaptem aos novos métodos trazidos pelos piratas e passem a competir diretamente com eles no mercado, em vez de combatê-los nos tribunais.

Essa tese é do jornalista Matt Mason, publicada em seu livro “The Pirate’s Dilemma: How Youth Culture Is Reinventing Capitalism” (o dilema dos piratas: como a cultura jovem está reinventando o capitalismo), recém-lançado nos EUA e na Europa.

“O livro trata das dores do crescimento da era da informação, de como estamos passando de um modelo econômico baseado na escassez para outro, de abundância”, disse Mason, em entrevista à folha de são paulo.

“O modo como os jovens se rebelam está mudando. Antes, era com novos tipos de música, como o punk, e hoje é com novos modelos de negócio, com novas redes sociais.”, continua o Autor.

O livro tem sido muito bem recebido pela crítica especializada e está disponível para download gratuito em thepiratesdilemma.com

Também há uma palestra do autor, no Google Video…

O livro chamou ainda a atenção de ninguém mais que Jesse Alexander (produtor de “Heroes” e “Lost”), que quer transformar a obra em uma série de TV.

Eis o video de apresentação… 

Dá pra filosofar muito em cima de tudo isso que vemos no vídeo, e ficamos a perceber de que modo é que a história dos Estados Unidos (aquela nação, a mais rica do mundo) se encontra indiscutivelmente ligada à pirataria. No vídeo, Mason alerta-nos também para a necessidade das empresas, políticos e juizes se adaptarem à pirataria em vez de continuarem a resistir a ela, uma vez que esta poderá muito bem ser o modelo de negócio do século XXI. Capitalismo moderno !

No livro, Mason cita “visionários” que foram considerados “piratas”, como Thomas Edison. “Quando ele inventou o fonógrafo, os músicos, que ganhavam a vida tocando ao vivo, o viram como um ‘pirata’, porque achavam que aquela invenção os tiraria do negócio.”

Ele também mostra como a indústria hollywoodiana (com fama de ser habitualmente feroz contra o download) deve sua origem ao mesmo tipo de pirataria que hoje tenta coibir, pois fugiu para a costa oeste dos EUA para não pagar royalties das câmeras de filmagem. Ironia do destino?? Vale a pena ler o livro, que ainda não previsão de lançamento no Brasil, então, só em inglês por enquanto.

Estudo relaciona descrença religiosa a alto QI

Julho 3, 2008 by RauL

Um artigo de diversos pesquisadores europeus, será publicado na revista acadêmica Intelligence em setembro. O artigo em questão defende a tese de que pessoas com QI (Quociente de Inteligência) mais alto são menos propensas a ter crenças religiosas.

Interessante não é mesmo?

O texto é assinado por Richard Lynn, professor de psicologia da Universidade do Ulster, na Irlanda do Norte, em parceria com Helmuth Nyborg, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, e John Harvey, aparentemente sem conflitos universitários.

Lynn é autor de outras pesquisas polêmicas e às vezes machistas, entre elas uma sugerindo que os homens são mais inteligentes do que as mulheres, nada mais clássico que isso não é mesmo?

A conclusão é baseada na compilação de pesquisas anteriores que mostram uma relação entre QI’s altos e baixa religiosidade e em dois estudos originais.

Um desses estudos comparara a média de QI com religiosidade entre países. Outro estudo cruza os resultados de jovens americanos em um teste alternativo de habilidade intelectual (fator g) com o grau de religiosidade deles.

Na pesquisa entre países, os pesquisadores analisaram média de QI com o de religiosidade em 137 países (!). Os dados foram coletados em levantamentos anteriores.

Os autores concluíram que em apenas 23 dos 137 países a porcentagem da população que não acredita em Deus passa dos 20% e que esses países são, na maioria, os que apresentam índices de QI altos.

Exceções

Os pesquisadores dividiram os países em dois grupos.

No primeiro grupo, foram colocados os países cujas médias de QI são mais baixos, variando de 64 a 86 pontos. Nesse grupo, uma média de apenas 1,95% da população não acredita em Deus.

Mas eu queria saber muito quais países tem média de QI baixas… será os países Africanos? Os Latino-Americanos? Com certeza, pros Europeus o “terceiro mundo” é visto sob esse ângulo ainda.

No segundo grupo, onde a média de QI era de 87 a 108, uma média de 16,99% da população não acredita em Deus.

Os autores argumentam que há algumas exceções para a conclusão de que QI alto equivale a altas taxas de ateísmo.

Eles citam, por exemplo, os casos de Cuba (QI de 85 e cerca de 40% de descrentes) e Vietnã (QI de 94 e taxa de ateísmo de 81%), onde há uma porcentagem de pessoas que não acreditam em Deus maior do que a de países com QI médio semelhante.

Uma possível explicação estaria, segundo os autores, no fato de que “esses países são comunistas nos quais houve uma forte propaganda ateísta contra a crença religiosa”. Genial !

Outra exceção seriam os Estados Unidos, onde a média de QI é considerada alta (98), mas apenas 10,5% dizem não acreditar em Deus, uma taxa bem mais baixa do que a registrada no noroeste e na região central da Europa – onde há altos índices médios de QI e de ateísmo.

Lynn diz que uma explicação para o quadro verificado nos Estados Unidos pode estar no fato de que “há um grande influxo de imigrantes de países católicos, como México, o que ajuda a manter índices altos de religiosidade”.

Mas ele reconhece que mesmo grupos que emigraram para os Estados Unidos há muito tempo tendem a ter crenças religiosas fortes e diz que, simplesmente, não consegue explicar a realidade americana.

Generalização

Os autores argumentam que essa relação entre QI e descrença religiosa vem sendo demonstrada em várias pesquisas na Europa e nos Estados Unidos desde a primeira metade do século passado.

Eles citam, também, uma pesquisa de 1998 que mostrou que apenas 7% dos integrantes da Academia Nacional Americana de Ciências acreditavam em Deus, comparados com 90% da população em geral.

Lynn admitiu que os resultados apontam para uma “generalização” e que há pessoas com QI alto que têm crenças religiosas fortes.

Segundo ele, há vários fatores, como influência familiar ou pressão social, que influenciam a religiosidade das pessoas.

“Nós temos que diferenciar a situação hoje com outros períodos da história. As pessoas tendem a adotar uma atitude de acordo com a sociedade em que vivem. Hoje em dia, na Grã-Bretanha e em outros países europeus, não há tanta pressão da sociedade para que você acredite em Deus”, afirma.

Uma das hipóteses que o estudo levanta para tentar explicar a correlação entre QI e religiosidade é a teoria de que pessoas mais inteligentes são mais propensas a questionar dogmas religiosos “irracionais”.

Dúvidas

O professor de psicologia da London School of Economics, Andy Wells, porém, levanta questões sobre a tese.

“A conclusão do professor Lynn é de que um QI alto leva à falta de religiosidade, mas eu acredito que é muito difícil ter certeza disso”, afirma.

De acordo com Wells, vários estudos já demonstraram que pessoas com níveis de QI altos tendem a ter níveis de educação mais altos.

“E quanto mais educação as pessoas têm, é mais provável que elas tenham acesso a teorias alternativas de criação do mundo, por exemplo”, afirma Wells.

O jornal de psicologia Intelligence, publicado na Grã-Bretanha, traz pesquisas originais, estudos teóricos e críticas de estudos que “contribuam para o entendimento da inteligência”. Acadêmicos de universidades de vários países fazem parte da diretoria editorial.

Exposição no museu de fotografia de Berlim e os Paparazzi…

Julho 1, 2008 by RauL

O que o museu de fotografia de Berlim e os Paparazzi tem em comum?

Uma mostra que inclui cerca de 350 fotografias das mais diversas celebridades como Mick Jagger, Arnold Schwarzenegger, Marlon Brando, e também de anônimos.

O museu mostra como a demanda por fotos de celebridades levou cada vez mais fotógrafos a perseguir personalidades e retratá-las em momentos indiscretos.

Segundo os organizadores, a partir dos anos 1960 e 1970 os paparazzi se tornaram parte inevitável da vida das celebridades.

“Nessa época, tudo que os fotógrafos precisavam era criatividade, rapidez, teimosia e uma pitada de atrevimento”, dizem os diretores do museu.

No entanto, e por incrível que pareça, os paparazzi não são um fenômeno tão recente assim.

Por exemplo, a mostra possui uma fotografia de 1931 retratando o então ministro das Relações Exteriores da França, Aristide Briand, em reunião privada. Essa fotografia foi feita por Erich Salomon, considerado um dos primeiros paparazzi.

O nome da mostra, Pigozzi e os Paparazzi, homenageia um outro pioneiro, o fotógrafo Jean Pigozzi.

A exposição também demonstra que o estilo ousado dos paparazzi influenciou a moda e a fotografia artística, como mostram obras do fotógrafo Helmut Newton.

Pra quem mora na Alemanha ou estiver passeando por lá durante essas férias, A mostra Pigozzi e os Paparazzi fica em cartaz no museu de fotografia de Berlim até o dia 16 de novembro de 2008.

Pluraridade política…republicanos e democratas…

Julho 1, 2008 by RauL

Engraçado como depois de ataque terrorista ao World Trade Center e invasão ao Iraque e Afeganistão, o partido republicano estadunidense insiste em afirmar que o candidato John McCain vai seguir a linha política de George W. Bush.

Os eleitores de lá já se tocaram e viram que rola mesmo a intenção de McCain se tornar um próximo Bush.

A campanha democrata parece ter dado certo já que 49% dos eleitores dizem estar “muito preocupados” com as semelhanças entre McCain e Bush.

Já a pesquisa da USA Today/Gallup mostra que cerca de 65% dos eleitores dizem-se “preocupados” com o fato de McCain desenvolver as mesmas políticas de Bush.

Engraçado que esse eleitorado “muito preocupado” é o mesmo que elegeu vários candidatos republicanos um atrás do outro, inclusive apoiando a invasão ao Iraque.

Os EUA são um país republicano por essência. O que acontece é o desafio de McCain é grande e ainda maior se considerarmos que, mesmo sendo extremamente impopular entre os estadunidenses em geral (apenas 28% de aprovação), o presidente permanece muito bem visto pelos eleitores de seu partido — 60% dos republicanos dizem aprovar o trabalho de Bush como presidente.

Obama escolheu como lema de sua campanha pela Casa Branca a mudança na política “velha” de Washington. Ele é um árduo crítico de Bush e costuma defender políticas contrárias a do republicano, uma estratégia aparentemente vantajosa diante dos altos índices de impopularidade do presidente.

Mas o que o mundo não percebe é que o imperialismo estadunidense já não possui a mesma força, portanto precisa de rostos novos para uma possível reerguida.

A sondagem do Gallup avaliou até que ponto os eleitores querem uma mudança na política norte-americana. Questionados sobre quão preocupados estão com a chance de Obama mudar demais as políticas atuais (uma imagem que os republicanos tentam pintar em Obama, para constrastá-lo com a alternativa segura de McCain), 49% indicam estarem preocupados, incluindo 30% que afirmaram estar “muito preocupados”.

Historicamente, o que republicanos e democratas estadunidenses fizeram pelo mundo? Não vejo nenhuma diferença política entre os dois, e não precisamos ir longe para ver que esse tipo de política não é exclusividade dos EUA… existe diferença política entre o PT e o PSDB no Brasil?

No século vinte e um, o que diferencia a direita e a esquerda na política?

Será que é como uma briga de galo?

Rock In Rio … na China ???

Junho 25, 2008 by RauL

O festival Rock in Rio, que será inaugurado na sexta-feira, em Madri, deve acontecer em outras cidades da Europa e, inclusive, na China, segundo os planos de Roberto Medina, que detém os direitos do evento.

“Vou visitar Pequim no final de setembro para discutir a possibilidade de organizar o festival na China”, contou Medina, presidente do Rock in Rio.

“Muitas pessoas de países da Ásia e da Europa estão interessadas em realizar o festival”, ainda afirmou.

Medina analisa ainda a possibilidade de levar o evento ao México e talvez voltar a realizá-lo no Rio de Janeiro, onde nasceu em 1985, antes da Copa do Mundo de 2014.

Depois de três edições na Cidade Maravilhosa (1985, 1991 e 2001), Medina passou a organizar o evento em Lisboa, onde o festival se celebra bianualmente desde 2004.

O festival de Madri contará com os brasileiros Carlinhos Brown e Ivete Sangalo, além de celebridades internacionais como Bob Dylan, Police e Amy Winehouse.

Medina destaca a importância de sua iniciativa dentro da vontade do Brasil de aumentar sua presença no exterior, já que o Rock in Rio “exporta um modelo que nasceu brasileiro, é uma idéia única no mundo e é mais que uma empresa que investe no exterior”.

O Rock in Rio de Madri começa em 27 e 28 e prossegue nos dias 4, 5 e 6 de julho.

A Cidade do Rock, situada em Arganda del Rey, na periferia de Madri, espera um público de 300 a 350 mil espectadores. Contará com uma passarela de moda, uma pista de snowboard e outra de skate, além de restaurantes, lojas e até uma creche visando ao público mais familiar (!).

Posar com capa de LP ainda é mania …

Junho 24, 2008 by RauL

O site Sleeveface foi criado por um apresentador de rádio em Cardiff, no País de Gales.

Internautas (ou sleevefacers) enviam as fotos em que posam com as capas de LPs ao site, que as publica.

As fotos também foram disponibilizadas no YouTube e no Flickr, e mantém uma comunidade de 5 mil membros no site de relacionamentos Facebook.

Colecionadores de vinil de toda parte do mundo já colaboraram e o site já recebeu contribuições de adeptos nos Estados Unidos, França, Alemanha, Japão, Rússia, Islândia, Israel e no Reino Unido.

O apresentador John Rostron, que fundou o site, disse que algumas lojas especializadas em vinil entraram em contato dizendo que os clientes estavam tirando fotos com as capas dos discos dentro das lojas.

Além disso, ele conta que uma grande loja em Londres está interessada em fazer uma exposição somente com Sleevefaces.

O movimento teve tanto sucesso que uma editora americana está preparando um livro somente com as fotos do movimento.

“Estamos pensando em fazer festas temáticas onde os Sleevefaces podem se encontrar. Já fizemos vários novos amigos”, conta Rostron.

Algumas fotos dessa nova onda… e muito mais em www.sleeveface.com

Arte feita por rockeiros, exposição em Bruxelas…

Junho 24, 2008 by RauL

Vinte famosos rockeiros tem suas obras numa exposição em Bruxelas.

A mostra leva o nome de “It’s Not Only Rock’n'Roll, Baby!” (nada sugestiva a influência de Rolling Stones nesse nome), e reúne fotos, pinturas e outros tipos de arte feita por gente como David Byrne e Patti Smith (!).

Esta é a primeira vez que diversas obras de rockeiros encontram-se reunidas em uma mostra.

Com certeza um dos destaques da mostra, exposta no Palácio de Belas Artes de Bruxelas (Bozar), é a coleção de desenhos feitos por Pete Doherty com seu próprio sangue.

Patti Smith participa da exposição com fotografias em branco e preto. A cantora afirma que , na realidade, é uma artista plástica e que a música foi apenas a forma que encontrou para levar sua poesia aos palcos.

Brian Eno, que é um famoso produtor e músico,  contribui para a mostra com quadros psicodélicos e uma grande instalação do mesmo gênero, que mistura montes de areia colorida, uma projeção caleidoscópica e música transcendental.

O Bozar reservou o salão de entrada para uma instalação com cadeiras de madeira, assinada por Yoko Ono, e uma sala para fotografias, colagens e esculturas pop-punk de Bianca Casady (do dueto americano CocoRosie).

“Não se trata de uma corrente [artística], mas de artistas que têm um enfoque singular e que abordam a arte e a música como um corpo comum, uma união de idéias, e mostram como duas formas de expressão ao mesmo tempo diferentes podem ser indissociáveis”, afirma o curador Jérôme Sans.

O Bozar abriga ainda uma série de concertos de rock para celebrar a mostra. Entre as atrações confirmadas estão Lou Reed e John Cale. A mostra “It’s Not Only Rock’n'Roll, Baby!” fica em cartaz até 14 de setembro.




Novo do Guns N’ Roses … agora vai ?

Junho 23, 2008 by RauL

Pra quem achava que era mais fácil implantar-se a democracia na China do que ser lançado o novo disco do guns n’ roses, o “Chinese Democracy”, é bom começar a pensar bem…

Semana passada deu na rede: nove faixas do novo disco vazaram. Entre outras eu pude conferir “Chinese Democracy”, “Madagscar”, “The Blues” (que já circulavam pela internet já tem tempo) e as então inéditas “Rhiad And The Bedouinse “If The World”.

Sinceramente as músicas são uma porcaria, 14 anos de pura enrolação e sensacionalismo fizeram o guns n’ roses virar piada no mundo pop, como se a banda pudesse nos dar algo de espetacular de novo, como um Sgt Peppers do século vinte e um.

Axl Rose deveria deixar essa peteca cair logo pra poder gravar novos discos sem a pressão de ter que lidar com a sombra de Slash e Izzy nos áureos tempos do guns n’ roses. Ou então reunir a velha turma e voltar a fazer rock and roll. Ou se aposentar de vez, seria uma boa também …

Procure as músicas “novas” da banda pela internet e depois diga-me se realmente valem 14 anos de espera…

Caetano Veloso respondendo às críticas de Fidel Castro…

Junho 20, 2008 by RauL

Caetano Veloso respondeu na noite desta quinta-feira por meio de seu site, às críticas que recebeu do ex-líder cubano Fidel Castro. O cubano acusou o cantor de “pedir desculpas aos EUA”, por causa da música “Base de Guantánamo”, que Caetano lançou durante temporada de shows no Rio.   A canção é uma crítica à prisão localizada em uma base naval de Cuba, onde os Estados Unidos mantém centenas de suspeitos de terrorismo sem acusação formal.

“Não pedi perdão a ninguém. Procuro pensar por conta própria. Minha irreverência diante dos poderes estabelecidos é impenitente”, escreveu o cantor, que afirma não se “submeter ao poderio norte americano” nem a “ditadores”.

O cantor aproveitou e ainda atacou Fidel, ao dizer que ele “nos deve explicações a respeito de sua identificação com os estados policiais que o comunismo gerou”.

As críticas do líder cubano - que não citam nominalmente o cantor - estão presentes no prólogo que Fidel escreveu para o livro ‘Fidel, Bolivia y algo más’, lançado essa semana em Cuba.

“O músico brasileiro que pediu perdão ao império por ter criticado as atrocidades cometidas na base naval em território ocupado de Cuba”, escreveu Fidel, “é a prova da confusão e do engano semeados pelo imperialismo”.

O que teria irritado Fidel Castro foi a declaração que Caetano deu ao jornal ‘Folha de São Paulo’ no último dia 26 de maio. Na entrevista, entre outras frases, Caetano diz que “se você falar em questão de como são observados os direitos humanos e as questões de liberdade e respeito aos homens, sou 100% mais EUA do que Cuba”.

Caetano nunca foi um artista imparcial quando se tratando de política. Sempre defendeu a Democracia Capitalista e sempre atacou os regimes totalitários ditos “Comunistas”. Isso mostra que um artista decadente, musicalmente falando, ainda insiste em meter o nariz aonde não é chamado pra causar polêmica.


Caetano … chega Caetano !